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A Private Collections – Exceptional
Cars foi inaugurada em Junho de 2005, porém
posso dizer que o projeto nasceu por causa de meu
irmão Haroldo Robertoni Júnior, um arquiteto
apaixonado por artes, história e expert em
automóveis classicos e vintage.
Quando ele tinha 21 anos em 1978
(eu então com 15), comprou seu primeiro automóvel
antigo em sociedade com nosso primo Jonas Russo de
Martino (in memorian) e seu filho Sérgio, todos
sócios de um posto de gasolina na Rua Bom Pastor
no Ipiranga. Era um Cadillac Fleetwood 1952, “saia-e-blusa”
verde claro com capota verde escura em estado impecável.
O automóvel foi achado pelo Haroldo, escondido
na garagem de um prédio na Brigadeiro Luís
Antônio, uma vez que esteve visitando um amigo.
Foi uma festa para a família (e para a rua...
e talvez também para o Bairro) quando a Cadillac
chegou à nossa casa. Mal cabia na garagem.
Todos queriam participar da “cerimônia”
de limpeza e de polimento do automóvel.
Eu me lembro que no Reveillon daquele
ano, eu e meu primo Gilson (irmão do Sérgio)
único da minha turma que tinha carteira de
habilitação, pedimos a Cadillac emprestada
ao Jonas e ao Haroldo. Fomos com ela tinindo e mais
dois amigos à Rua Augusta depois da ceia de
Reveillon, iluminando as meninas de rua com o “caça-mulata”
(que desconfiávamos estar mais para um caça-subversivo
nos anos 60/70 já que o automóvel foi
adquirido de um policial civil do DOI-CODI).
O problema foi que, depois de subirmos
e decermos a Augusta uma dezena de vezes, o carro
morreu e não pegava mais. Por ser automático
não conseguíamos faze-lo pegar “no
tranco” e ficamos desesperados sem saber o que
fazer. Eram umas 5 horas da manhã e demorou
pelo menos mais uma hora até descobrirmos que
havia acabado a gasolina. O marcador de combustível
não estava funcionando... Óbvio que
não contamos nada a ninguém.
Depois vieram um Chevrolet Bel Air
1956 4 portas, saia-e-blusa coral com creme, outro
Cadillac Coupê de Ville 1952 preto, e outros
modelos, sempre grandes personalidades americanas
que apaixonaram meu irmão Haroldo.
Em 1983 fomos convidados a participar
do Concurso de Elegância do Clube Hípico
de Santo Amaro. Foi sem precedentes, uma experiência
inesquecível, tanto pelos automóveis
que eu nunca havia visto tão de perto, quanto
pelas personalidades presentes no evento. Tirei várias
fotos que guardo até hoje.
Nos anos seguintes minha história foi bem diferente.
Me tornei executivo de grandes corporações
como Goodyear, Procter & Gamble, Colgate-Palmolive,
Roche e outras multinacionais, mas o meu devaneio
pelas maravilhosas máquinas de design impecável,
sedutor e de muito estilo sempre esteve muito presente
no meu tempo livre.
Em 2000 eu e o Haroldo decidimos
comprar em sociedade uma Mercedes-Benz 280SL “Pagoda”
e entramos para o Clube de Carros Antigos Mercedes-Benz
como diretores. Mais tarde cedi meus escritórios
e toda a infra-estrutura para as instalações
da sede do Clube em São Paulo.
Em 2002 recebo um telefonema que,
para mim, foi um grande sinal para o desenvolvimento
deste negócio:
O meu sogro, o Sr. Pedro Leardi (in memoriam) conhecido,
apaixonado e comprador de carros bacanas tinha um
super amigo, o Sr. Cláudio Badra. Ele possuía
uma Mecedes 220S “Rabo-de-Peixe” desde
0km e tratava dela com muito amor e carinho. Quando
ele faleceu em 2002 sua viúva Dona Pilar (que
foi apresentada ao Cláudio pelo Pedrinho e
começaram a namorar) quis doá-la a uma
pessoa que pudesse também mantê-la com
cuidado e carinho. Pois não é que ela
me ligou e doou o carro para mim! Este sinal desencadeou
a decisão de montar a Private Collections,
esta galeria de automóveis e tornar este um
negócio muito diferente, com estilo e classe,
merecedor destas maravilhosas máquinas e de
seus especiais clientes.
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